Essas pessoas concordarem se unir em um único grupo que se engaja em amor de amigos é que cada uma delas sente que têm um desejo que consegue unir todas suas visões, para receberem a força do amor pelos outros. Há uma famosa máxima dos nossos sábios, "Como suas faces diferem, suas visões diferem." logo, aqueles que concordaram estar entre eles para se unirem em um grupo entenderam que não há grande distância entre eles no sentido que reconhecem a necessidade de trabalharem no amor pelos outros. Portanto, cada um deles será capaz de fazer concessões em favor dos outros e eles se conseguem unir ao redor disso.
(RABASH, "Faz para Ti Mesmo um Rav e Compra Para Ti Mesmo um Amigo - 2")
Como pode uma pessoa considerar o seu amigo como maior que si mesmo, quando ele pode ver que os seus próprios méritos são maiores que os do seu amigo, que ele é mais talentosos e tem melhores qualidades naturais? Existem duas maneiras de compreender isto:
1. Ele avança com fé acima da razão: assim que ele o escolheu como uma migo, ele aprecia-o acima da razão.
2. Isto é mais natural - dentro da razão. Se ele decidiu aceitar o outro como um amigo, e trabalha sobre si mesmo para o amar, do que é natural com o amor de ver apenas coisas boas. E mesmo embora existam coisas más no seu amigo, ele não as pode ver, como está escrito, "o amor cobre todas as transgressões.”
(RABASH, "Sobre a Importância dos Amigos")
Eu peço-lhe para se esforçar para ver os méritos dos amigos e não seus defeitos de todo, e se conectar em verdadeiro amor, juntos, até que "amor cubra todas as transgressões."
(Baal HaSulam, Carta Nº 13)
É proibido olhar negativamente para o nosso amigo e achar aquilo que não é bom nas suas proximidades, ou procurar defeitos no trabalho do seu amigo. Pelo contrário, a pessoa deve somente olhar para o bem e sempre procurar e achar nele méritos e bondade e com isto haverá paz com todos.
(Rabi Nachman de Breslau, Conselhos Sortidos, "Paz," 10)
Se uma pessoa tem amor de amigos, a lei no amor é que você quer ver os méritos dos amigos e não seus defeitos. Então, se uma pessoa vê certo defeito no seu amigo, não é um sinal que seu amigo esteja em falha, mas que o defeito está nele, isto é porque o seu amor de amigos está defeituoso, ele vê defeitos no seu amigo. Desta forma, agora ele não deve zelar pela correcção do seu amigo. Em vez disso, ele mesmo precisa de correcção. Segue-se de tudo o mencionado que ele não deve cuidar da correcção dos defeitos do seu amigo, que ele vê no seu amigo, mas ele mesmo precisa de corrigir o defeito que ele criou no amor de amigos. E quando ele se corrige a si mesmo, ele irá ver apenas os méritos do seu amigo e não seus defeitos.
(RABASH, "Sobre a Importância dos Amigos")
Especificamente em questões onde há ódio entre eles, podemos dizer algo de novo, ou seja que eles se amam um ao outro.
(RABASH, "Verdade e Paz se Amam Uma à Outra")
A essência da paz é conectar dois opostos. Assim, não fique alarmado se vir uma pessoa cuja opinião seja completamente oposta da sua e você pensar que nunca será capaz de fazer a paz com ele. Ou, quando vir duas pessoas que são completamente opostas uma à outra, não diga que é impossível fazer a paz entre elas. Pelo contrário, a essência da paz é tentar fazer a paz entre dois opostos.
(Rabi Nachman de Breslau, Conselhos Sortidos, "Paz," 10)
Embora o seu amigo não seja igual a si em virtudes, você deve tolerá-lo pois assim o Criador o criou.
(Sagrado Shlah, Shaar HaOtiot, 2)
“Quão bom e quão agradável é que irmãos morem juntos em unidade, também.” Estes são os amigos, pois eles se sentam juntos inseparavelmente. Inicialmente, eles parecem como pessoas em guerra, desejando se matar uns aos outros. Então eles retornam a um estado de amor fraterno. O Criador, o que diz Ele sobre eles? “Quão bom e quão agradável é que irmãos morem juntos em unidade, também.” A palavra, “também” indica a presença da Divindade com eles. Além do mais, o Criador escuta suas palavras e Ele é agradado e contente com eles, como está escrito, "Depois aqueles que temeram o Senhor falaram um com o outro e o Senhor escutou e ouviu-o e um livro de lembrança foi escrito ante Ele."
(O Zohar, Aharei Mot, 65)
Está escrito, "Eles não ficarão envergonhados quando falarem com seus inimigos no portão." O que é "inimigos no portão"? Rabi Chiya Bar Aba disse, "Até quando um pai e filho, professor e estudante, se engajam na Torá em um portão, eles se tornam os inimigos um do outro e não se movem de lá até que se amem um ao outro. (Masechet Kidushin 30b)
Entre amigos, se ele puder ver a virtude do seu amigo dentro da razão, tanto melhor. E contudo, a natureza do corpo é contrária – vê sempre a falha do seu amigo e não as suas virtudes. É por isso que os nossos sábios disseram, “Julga todas as pessoas de forma positiva” Por outras palavras, ainda que dentro da razão vires que o teu amigo está errado, ainda assim deverias tentar julgá-lo favoravelmente. E isto pode ser acima da razão. Isto é, ainda que logicamente ele não possa justificá-lo, acima da razão, não obstante, pode justificá-lo. Contudo, se o puder justificar dentro da razão, certamente que é melhor.
(RABASH, "Acerca de Acima da Razão")
Quando uma pessoa faz o esforço e o julga favoravelmente, isso é um Segulá[remédio/poder/virtude], onde pelo trabalho que uma pessoa faz, que é chamado “um despertar de baixo,” lhe é dada a força do alto para ser capaz de amar todos os amigos sem excepção.
(RABASH, "O Que Procurar na Assembleia de Amigos")
Se essa pessoa a difama, onde irá seu amigo reunir a força para o amar? Ele sabe de certeza que ele o odeia, ou então não o difamaria, então qual é o sentido de se subjugar a si mesmo e o julgar favoravelmente? A resposta é que o amor de amigos que é construído sobre a base do amor aos outros, pelo qual eles podem alcançar o amor ao Criador, é o oposto do que é normalmente considerado amor de amigos. Por outras palavras, amor aos outros não significa que os amigos me amem a mim. Em vez disso, sou EU que devo amar os amigos. Por esta razão, não faz diferença se o amigo o difama e certamente o deve odiar. Em vez disso, uma pessoa que deseja adquirir amor aos outros precisa da correcção de amar o outro. Deste modo, quando uma pessoa faz o esforço e o julga favoravelmente, isso é um Segulá[remédio/poder/virtude], onde pelo trabalho que uma pessoa faz, que é chamado “um despertar de baixo,” lhe é dada a força do alto para ser capaz de amar todos os amigos sem excepção. Isto é chamado, “Compra para ti mesmo um amigo.”
(RABASH, "O Que Procurar na Assembleia de Amigos")
Uma pessoa deve fazer um esforço para obter o amor aos outros. E isto é chamado “trabalho,” uma vez que ela se deve esforçar acima da razão. Pensando razoavelmente, “Como é possível julgar outro favoravelmente quando esta razão lhe mostra a face verdadeira de seu amigo, que ele a odeia?” O que pode ela dizer ao corpo sobre isso? Porque se deve ela submeter a si mesma diante de seu amigo?
A resposta é que ela deseja alcançar Dvekut [adesão] com o Criador, chamada “equivalência de forma,” ou seja não pensar em seu próprio benefício. Logo, porque é a subjugação uma coisa difícil? A razão é que ela deve revogar seu valor próprio, e que o todo da vida que ela deseja viver seja somente com a consideração de sua habilidade de trabalhar para o benefício dos outros, começando com o amor aos outros, entre homem e homem, até ao amor ao Criador.
Além do mais, há um lugar onde ela pode dizer que qualquer coisa que ela faz é sem qualquer interesse pessoal, dado que segundo a razão, os amigos são aqueles que a devem amar, mas ela supera sua razão, avança acima da razão, e diz, “Não vale a pena viver para mim mesmo.”
(RABASH, "O Que Procurar na Assembleia de Amigos")
A pessoa vê todas as aflições menos as suas. O conselho é olhar para a pessoa na sua frente, ou seja se ela vir que a outra pessoa fez alguma coisa desadequada, ela deve pensar, "Por que é que o Criador me fez ver esta coisa senão porque esta aflição toca nas paredes da minha casa, também e por causa da incitação da inclinação, meus olhos ficaram cegos de ver?" Então ela se arrependerá ante o Criador terá misericórdia dela e com isto ela fará com que o outro actue, ou seja ela vai evocar o outro a se arrepender contra ela, pois o coração da acção do arrependimento é através de "contra ele."
(Rabi Avraham Yehoshua de Apta, Que Amam Israel, "Novas Colecções," Beresheet [Génesis]).
Já é sem tempo que começamos a avançar para a nossa sagrada meta como poderosos e fortes homens. É sabido que a estrada pavimentada que conduz à meta é o amor de amigos, através do qual um muda para amor ao Criador. E na questão do amor, é através de "Compra para ti mesmo um amigo." Por outras palavras, através de acções, um compra o coração do amigo. E mesmo que ele veja que o coração do amigo é como uma pedra, isso não é desculpa. Se ele sente que é adequado para ser seu amigo, então ele deve comprá-lo através de acções. Cada presente (e cada presente é determinada como tal quando ele sabe que seu amigo vai gostar dela, seja em palavras, em pensamento, ou em acção. Contudo, cada presente deve ser no aberto, para que seu amigo saiba sobre isso e com pensamentos, um não sabe que seu amigo estava a pensar nele. Assim, palavras são necessárias, também, ou seja que ele lhe deve dizer que está a pensar nele e se preocupa com ele. E isso também, deve ser sobre o que o seu amigo ama, ou seja o que o seu amigo gosta. Aquele que não gosta de doces, mas de pickles, não pode tratar o seu amigo com pickles, mas especificamente com doces, uma vez que é disso que o seu amigo gosta. E a partir daí, devemos entender que alguma coisa pode ser sem importância para um, mas mais importante que qualquer coisa para outro.) que ele dá ao seu amigo é como uma bala que faz um buraco na pedra. E embora a primeira bala só arranhe a pedra, quando a segunda bala acerta no mesmo lugar, ela já faz uma cavidade e a terceira faz um entalhe. E através das balas que ele dispara repetidamente, o entalhe se torna um buraco no coração de pedra do seu amigo, onde todos os presentes se reúnem. E cada presente se torna uma centelha de amor até que todas as centelhas de amor se acumulam no buraco do coração de pedra e se tornam uma chama.
A diferença entre uma centelha e uma chama é que onde há amor, há divulgação aberta, ou seja uma divulgação a todas as pessoas que o fogo do amor arde nele. E o fogo do amor queima todas as transgressões que um encontra no caminho.
(RABASH, Carta Nº 40)
Através do esfregar dos corações, até dos mais fortes, cada um trará calor das paredes do seu coração, e o calor acenderá as centelhas de amor até que uma veste de amor se forme. Então ambos serão cobertos sob um cobertor, ou seja um único amor os rodeará e envolverá os dois, como é sabido que Dvekut [adesão] une dois em um. E quando um começa a sentir o amor do seu amigo, alegria e prazer imediatamente começam a despertar nele, pois a regra é que uma novidade entretém. O amigo de seu amigo é uma coisa nova para ele porque ele sempre soube que ele era o único que se preocupava com o seu próprio bem-estar. Mas no minuto em que ele descobre que o seu amigo se preocupa com ele, isso evoca imensurável alegria, e ele não mais se consegue preocupar consigo mesmo, uma vez que o homem só consegue trabalhar onde ele sente prazer. E dado que ele está a começar a sentir prazer ao se preocupar com o seu amigo, ele naturalmente não consegue pensar em si mesmo.
(RABASH, Carta Nº 40)
Se uma sociedade é estabelecida com certas pessoas, e quando se hão reunido, deve ter havido alguém que pretendeu estabelecer especificamente este "bando". Assim, ele seleccionou estas pessoas para ver que eram compatíveis entre si. Por outras palavras, cada uma delas possuía uma centelha de amor pelos outros, mas a centelha não podia acender a luz do amor para brilhar em cada um, por isso elas concordaram que, através da sua união, as faíscas tornar-se-iam uma chama grande. Portanto, agora, também, quando ele está espiando-os, ele deve superar e dizer: "como todos eram de uma só mente, que tinham que percorrer o caminho do amor pelos outros, quando a sociedade foi estabelecida, também agora é assim". E quando todos julgarem os seus amigos favoravelmente, todas as centelhas se acederão uma vez mais e novamente haverá uma grande chama.
(RABASH, "Uma Pessoa Deve Sempre Vender os Alicerces de Sua Casa")
"Quem é o mais poderoso dos poderosos? Aquele que faz do seu inimigo seu amigo” (Avot de Rabi Natan, Capítulo 23). Na ética, devemos interpretar que "poderoso" é "aquele que conquista sua inclinação” (Avot, Capítulo 4). Ou seja, ele trabalha com a inclinação do bem e subjuga a inclinação do mal. O mais poderoso dos poderosos é aquele que trabalha também com a inclinação do mal, como disseram nossos sábios, "Com todo teu coração - com ambas tuas inclinações" (Berachot 54), onde a inclinação do mal, também, serve ao Criador. Sucede-se que ele faz do seu inimigo, a inclinação do mal, seu amigo. E uma vez que a inclinação do mal, também serve ao Criador, sucede-se que aqui ele tem mais trabalho, pelo qual ele é chamado "o mais poderoso dos poderosos.”
(RABASH, "O Mais Poderoso dos Poderosos")